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Warm Up Linhares estreia na Brasil Ride com triunfos de mineiro e capixaba na super pro

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Andre Zanini durante a prova. (Foto: Wladimir Togumi / Brasil Ride)

Cidade com maior número de lagoas no País, 69 ao todo, Linhares (ES) sediou neste domingo (1º/9) uma das etapas do Warm Up da Brasil Ride em 2019. A estreia do evento no Espírito Santo presenteou os 800 ciclistas de 14 estados brasileiros com visuais únicos da região Norte capixaba. Entre as três distâncias realizadas, André Zanini e Elica Aparecida de Oliveira foram os mais velozes da super pro, com 103 km de percurso e 2.400 m de altimetria acumulada.

A super pro foi a primeira categoria a largar, às 7h30 da manhã na Lagoa Nova, cerca de 11 km do centro de Linhares. Após a primeira subida mais inclinada, o pelotão se dividiu e nove ciclistas se destacaram na prova. Depois de pouco mais de uma hora, André Zanini e Sidiclei Defendenti lideravam juntos. Na metade do percurso, durante a serra mais longa e inclinada, para chegar no Morro do Crucifixo, André conseguiu uma boa vantagem e disparou rumo a vitória, em 4h16min04.

“Senti minha perna pesada no início da prova, mas aos poucos meu corpo foi reagindo. Consegui chegar no Sidiclei e abrir dele, fazendo muito bem a subida e depois descendo em uma trilha bacana demais que tinha na prova. Um visual bastante bonito lá de cima. Estou muito feliz, porque é uma conquista importantíssima para meu currículo e valerá demais no futuro para mim”, comemorou Zanini. “A estrutura foi a melhor possível. Marcação ótima, percurso sempre bem indicado. Hidratação e frutas, minha primeira vez no evento que me deixou realmente impressionado”, completou o campeão, mineiro de Leopoldina.

Pódio da elite masculina super pro. (Foto: Wladimir Togumi / Brasil Ride)

Sidiclei, que esteve na liderança em boa parte da prova, acabou sendo ultrapassado pelos principais rivais na metade final, entre eles Ítalo Noesse e Luiz Felipe Huber, ciclistas que completaram o pódio da elite masculina na super pro, em 4h32min07 e 4h33min27, respectivamente. “A prova se definiu para mim no km 74, quando consegui encostar e superar o Thiago Romaguera, quarto colocado, e em seguida faltando 20 km defini a colocação com o Luiz Felipe. Tive calma, me hidratei bastante, porque estava seco e quente”, comentou Ítalo, paulista de Botucatu.

O capixaba Luiz Felipe Huber, de Domingos Martins, completou o pódio e também ficou bastante feliz com o resultado obtido. “Comecei há seis anos no mountain bike, correndo na categoria tour e com um resultado bastante legal, sendo o vice-campeão. Foi uma das melhores sensações que tive em qualquer esporte, daí resolvi levar o ciclismo a sério”, disse Luiz Felipe, tetracampeão sub-23 de XCO no Espírito Santo.

“Foi minha estreia na Brasil Ride. Em 2020 quero correr com um amigo na ultramaratona, na Bahia. Quando soube que teria a etapa em Linhares, não pensei duas vezes, porque sabia que era uma estrutura diferenciada. Pontos de hidratação bem posicionados, com água gelada e refrigerante a vontade. A organização está de parabéns. Fiquei impressionado com a estrutura. Pela internet parece uma coisa, mas ao vivo é ainda maior e melhor”, completou Luiz Felipe.

Elite feminina super pro – Entre as mulheres, Elica Aparecida de Oliveira, natural de Mantenópolis (ES), na divisa com Minas Gerais, foi a campeão da principal disputa feminina do evento. Elica completou os 103 km em 5h53min52, à frente de Mariana Merlo, com o tempo de 6h06min05, e de Ana Paula Pereira, em 6h22min03.

Pódio da elite feminina super pro. (Foto: Wladimir Togumi / Brasil Ride)

“Pedalo há três anos e meu marido me sugeriu competir aqui, para ver como está meu nível em âmbito nacional, que é o caso da Brasil Ride. Gostei do Warm Up, uma prova bem pesada, mas que deu para concluir e me sentir bem. Espero que em 2020 tenhamos outra vez o evento no Espírito Santo e assim eu possa defender meu título. Vencer aqui me dá um ânimo a mais para evoluir no mountain bike”, contou Elica.

Diversão em casal – Além da super pro, o Warm Up Linhares contou ainda com a pro, 80 km e 1.600 m de altimetria, e a tour, com 64,7 km e 900 m de altimetria acumulada, disputa não competitiva, visando apenas a incentivar os iniciantes no esporte. Esse foi o caso de Jorge Luis Santana e Schayana Babiski, ambos de Cachoeiro do Itapemirim (ES), um casal unido pela bicicleta. Enquanto Jorge pedala há 4 anos, Shayana começou a pedalar há dois, quando o conheceu. “Começamos a pedalar, porque uma amiga nos apresentou. Tem um ano que estamos juntos”, relembrou Schayana.

Schayana Babiski e Jorge Luis Santana. (Foto: Divulgação / ZDL)

“Conhecíamos a Brasil Ride apenas pelas redes sociais, mas nunca tivemos oportunidade de competir na prova. A realização do evento em nosso estado foi um incentivo a mais para os nossos treinamentos semanais em Cachoeiro. Competimos na tour e em 2020 vamos treinar para disputar a pro”, disse Jorge Luis. “Foi uma mistura de sentimentos. Sofri, chorei, sorri. Mas, foi muito bom. Bem bacana mesmo. Durante o percurso eu pensava ‘por que estou aqui?’, mas quando cruza a linha de chegada é uma sensação tão boa, que você já começa a planejar a próxima competição”, concluiu Schayana.

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