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Mortes de ciclistas aumentam 17,8% no estado de São Paulo

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Com 2,7 quilômetros de extensão e ligação com 11 outras ciclovias, a ciclovia da Avenida Paulista permite que o ciclista percorra vias exclusivas da Zona Oeste até a Zona Sul da cidade. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para a diretora da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade, Aline Cavalcante, a lógica que relaciona a ampliação do número de ciclistas ao aumento das mortes em acidentes é errônea. Segundo ela, esse aumento tem a ver com a diminuição da fiscalização do trânsito. “Todos os dados internacionais, mesmo dados do município aqui de São Paulo e várias outras cidades do Brasil, demonstram que a relação é exatamente inversa: a medida em que se aumenta o número de ciclistas, você diminui o número de mortes, é inversamente proporcional”, disse.

Ela explicou que, com o aumento de ciclistas, há uma lógica de construir políticas públicas de incentivo a esse meio de transporte e que a cultura da bicicleta faz com que a sociedade comece a prestar mais atenção nesse modal. “Então, quanto mais se aumenta a visibilidade para a bicicleta, menores são as chances de acidentes fatais, a tendência é diminuir com o tempo”, acrescentou.

Aline destacou que é necessário ampliar não somente a malha de ciclovias e ciclofaixas, que em geral são responsabilidade das prefeituras, mas desenvolver, em nível estadual, políticas públicas de mobilidade entre cidades, especialmente na região metropolitana. “[Precisamos de] infraestrutura cicloviária nas rodovias, redução de velocidades em locais onde tem acesso a cidades e integração com transporte de massa [metrô, trem e ônibus intermunicipais]”, avaliou.

Mortes no trânsito
No mesmo período, o número de mortes em acidentes de trânsito no estado, em geral, registrou queda de 7,1%, passando de 1.298 para 1.206 ocorrências. Somente em março, foram 445 mortes ante 473 no mesmo mês do ano passado, ou seja, redução de 5,9%.

Nas vias municipais, a redução foi mais acentuada, apontou o levantamento. Ruas e avenidas tiveram 581 óbitos no primeiro trimestre, queda de 11,4% em relação a 2017, quando foram registrados 656 casos. Já nas rodovias que cortam o estado, foram registradas 512 mortes, redução de 3,6% ante o ano anterior, que teve 531 casos.

Os motociclistas lideram as estatísticas de mortes, no entanto, houve redução de 6,8% entre janeiro e março – 412 mortes neste ano ante 442 em 2017. Entre pedestres, também houve queda no número de mortes: foram 337 casos em 2018 contra 377 no ano passado, ou seja, redução de 10,6%. Ocupantes de automóveis aparecem na terceira posição, com redução de 0,7% (275 óbitos contra 277).

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