Brasil

Recordes seguem caindo no Mundial de Paraciclismo de Pista Rio 2018

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Sophie Tornhill e Helen Scott. (Fpto: Marco Antônio Teixeira/MPIX/CPB)

O primeiro recorde mundial aconteceu ainda nas qualificatórias da perseguição individual feminina 3km da classe C4. A australiana Emily Petricola registrou 3min54s501, tempo quase meio segundo mais rápido do que os 3min55s006 da americana Shawn Morelli. O troco, no entanto, foi dado na decisão da medalha de ouro, em que a americana superou a rival para subir ao lugar mais alto do pódio. O bronze ficou com a também australiana Meg Lemon. Seis brasileiros entraram na pista neste sábado.

A brasileira Telma Bueno da categoria C5 competiu em duas provas. Na prova de Scratch, ela acabou não finalizando a corrida, enquanto na Perseguição Individual 3km ficou na 11ª colocação. Ainda nas provas de perseguição, Lauro Chaman conquistou a sétima colocação na C5 e Soelito fez o 13º melhor tempo. Na tandem, Marcelo Lemos e Marcos Novello (Piloto) ficaram em 13º e Marcia Fanhani e Taise Benato (Piloto) conquistaram a sexta posição.

A segunda marca mundial veio na sessão da tarde do evento, com a britânica Sophie Thornhill. Ela conquistou o ouro do contrarrelógio de 1km da classe B, com a piloto Helen Scott, ao registrar o tempo de 1min05s912 – 9 décimos mais veloz do que a antiga marca, dela própria, que já perdurava quatro anos. Jessica Gallagher (AUS) ficou com a medalha de prata, enquanto a belga Griet Hoet foi bronze.

“Sabíamos que estávamos pedalando muito bem, mas não esperávamos superar o recorde mundial em tanto tempo. Normalmente, nós temos uma noção de como estamos indo, mas não desta vez. Podemos dizer que há algo especial no ar aqui no Brasil (risos). Essa pista tem sido incrível para nós”, disse Sophie Thornhill, atual campeã paralímpica.

Lauro Chaman. (Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

O Velódromo do Parque Olímpico já havia sido sede dos Jogos do Rio 2016 e ficou conhecido por ser uma das pistas mais velozes do planeta. “A expectativa desde o começo era de que houvesse um bom número de quebra de recordes mundiais. A pista é realmente muito rápida por causa da qualidade da madeira e a boa manutenção que é feita nela pela AGLO (Agência de Governança do Legado Olímpico). Tínhamos certeza que, se deixássemos o velódromo em uma condição adequada, haveria estas quebras”, disse Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor da competição.

Além dos recordes, o dia também foi marcado pelo pentacampeonato mundial do eslovaco Jozef Metelka, que faturou o título da perseguição individual, classe C4. Na decisão, que reeditou a final paralímpica de 2016, ele superou o australiano Kyle Bridgewood. Jaco Van Gass, da Grã-Bretanha, foi o terceiro colocado e ficou com o bronze.

A Gra-Bretanha conquistou mais duas medalhas de ouro na sessão da tarde. Primeiramente, com Crystal Lane-Wright, que superou Nicole Murray (NZL) e Samantha Bosco (EUA) na disputa da perseguição individual C5 feminina, 3km. Em seguida, houve a dobradinha do país europeu no contrarrelógio de 1km da classe B. Neil Fachie ficou com o ouro, enquanto James Ball foi prata. O intruso foi Tristan Bangma, da Holanda, que foi terceiro colocado e completou o pódio.

Duas provas encerraram o programa do dia. Na perseguição individual de 4km masculina, classe C5, o título ficou com o ucraniano Yehor Dementyev, seguido pelo britânico Jonathan Gildea e o holandês Daniel Gebru. Por fim, na decisão do Scratch feminina C4-5, o ouro ficou com Caroline Groot, da Holanda, prata para Paula Andrea Ossa, da Colômbia, e bronze para Mariela Delgado, da Argentina.

Mundial de Paraciclismo
(Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

Visita ilustre
A competição neste sábado ainda contou com a presença do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), o brasileiro Andrew Parsons. Eleito ao cargo máximo do paradesporto mundial em setembro do ano passado, Andrew mostrou-se satisfeito com a organização do evento e ressaltou o início do legado dos Jogos do Rio 2016. O Velódromo recebe uma competição internacional pela primeira vez desde o evento.

“É muito bom estar de volta ao Velódromo do Parque Olímpico da Barra e saber que o Movimento Paralímpico tem qualidade e iniciativa para inaugurar o legado deste espaço em altíssimo nível. O ciclismo é uma enorme atração, das mais excitantes e é muito bom estar de volta”, disse Andrew Parsons.

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