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Paraciclistas fazem reconhecimento da pista no Velódromo do Rio para o Mundial

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Lauro Chaman durante treino no Rio de Janeiro. (Foto: Marco Antonio Teixeira_MPIX_CPB)

Os grandes nomes do paraciclismo nacional e internacional começaram nesta terça-feira (20) a fazer o reconhecimento da pista do Velódromo nos treinos oficiais para o Mundial de Paraciclismo de Pista Rio 2018, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A competição na cidade carioca é a primeira a contar pontos para o ranking que selecionará os participantes nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Serão 222 atletas de 30 países na disputa do Mundial, entre os dias 22 e 25.

Um dos grandes nomes da competição é a americana Jamie Whitmore, da categoria C3. Aos 41 anos, ela possui duas medalhas no paraciclismo em Jogos Paralímpicos. No Rio, em 2016, ela conquistou o ouro na prova de resistência do paraciclismo estrada e a prata na perseguição individual 3.000m na pista. “Eu espero estar tão veloz no Mundial quanto estava na Paralimpíada. Estou muito feliz de voltar ao Rio, a pista continua muito boa, rápida. Vai ser divertido, adoro competir. Eu sempre quero ser melhor do que fui no dia anterior”, afirmou a americana.

No C3 feminino, Jamie terá suas grandes adversárias na categoria: a australiana Simone Kennedy e a britânica Megan Giglia, também medalhistas em Jogos Paralímpicos. Entre os homens, David Nicholas (AUS) promete fazer um duelo empolgante com o americano Joseph Berenyi.

No C2, Amanda Reid (AUS), que arrematou os três ouros no último Mundial; Alyda Norbruis (NED), dois ouros na Rio 2016; e Zeng Sini (CHN), dois ouros no Mundial 2016, dominam a classe nos últimos tempos. No masculino, o grande nome desse Mundial é o canadense Tristen Chernove, que ganhou seis dos últimos oito ouros em grandes competições – três no Mundial de 2017, uma nos Jogos Rio 2016 e duas no Mundial 2016. No C1, as maiores estrelas são o canadense Ross Wilson e a chinesa Li Jieli.

Os maiores medalhistas do C4 também estarão no Rio: o eslovaco Josef Metelka (único representante do país no Mundial 2018); o britânico Jody Cundy e o australiano Kyle Bridgwood. Shawn Morelli (USA), Marie-Claude Molnar (CAN), Meg Lemon (AUS), Ruan Jianping (CHN) e Kate Horan (NZL) devem ser as protagonistas na busca por medalhas.

Com uma delegação com recorde de atletas – 11 no total -, o Brasil conta com atletas experientes, como Lauro Chaman, dono de duas medalhas nos Jogos do Rio na classe C5, e revelações como Carlos Alberto Soares e Victor Luise Herling. No tandem, Marcia Fanhani conta com uma nova piloto, Taise Benato. “Estar aqui pela segunda vez depois de ter participado dos Jogos do Rio é um privilégio. Estou muito feliz com a Taise, minha piloto. Nosso entrosamento está muito bom, competimos juntas no Brasileiro do ano passado”, disse Marcia.

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Outros destaques na classe C5 masculina são os britânicos Jonathan Gildea e Jon-Allan Butterworth, o americano Christopher Murphy, o australiano Alistair Donohoe, o ucraniano Yehor Dementyev e o espanhol Alfonso Cabello Llamas. No feminino, cinco atletas assumem o favoritismo: as americanas Samantha Bosco e Jennifer Schuble, as britânicas Sarah Storey e Crystal Lane-Wright, a chinesa Zhou Jufang e a argentina Mariela Analia Delgado.

As maiores delegações no Mundial são também dos países com mais tradição no paraciclismo: Grã-Bretanha (22 competidores), Estados Unidos (18), Rússia (18), Austrália (16), Irlanda (13), Nova Zelândia (13), China (12) e Espanha (12). Brasil (11) e Malásia (10) fecham o top 10. Ao todo, a competição no Rio contará com a presença de 48 atletas, sendo 26 homens e 22 mulheres, que chegaram ao pódio nos Jogos Paralímpicos de 2016.

Nesta quarta-feira (21), os treinos oficiais continuam. A partir das 8h entram na pista as equipes da Austrália, Malásia, Bélgica e Gana (veja a programação completa abaixo). Os treinos são abertos para a imprensa.

O Paraciclismo é o terceiro esporte no ranking dos que mais dão medalhas em Jogos Paralímpicos, atrás apenas do atletismo e da natação. O Mundial é composto por três provas em cada umas das categorias – Tandem (para cegos), C1, C2, C3, C4 e C5 (para pessoas com deficiências físico-motoras e amputados) tanto no masculino quanto no feminino. Além disso, há uma prova de Sprint com equipes mistas.

O Mundial de Paraciclismo de Pista é uma realização da CBC, com suporte da Agência de Legado Olímpico (AGLO), do Ministério do Esporte e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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