Brasil Ride

Hans Becking e dinamarquês Sebastian Fini largam na frente na Brasil Ride

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O italiano Fabian Rabensteiner caiu na escadaria. (Foto: Fabio Piva / Brasil Ride)

Foi dada a largada no domingo (15) para a oitava edição da Brasil Ride, a principal ultramaratona de MTB das Américas, em Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro (BA). No top 3 do primeiro dia da competição, três campeões da open marcaram presença no pódio, separados por apenas 36 segundos. O bicampeão Hans Becking (HOL) e seu companheiro Sebastian Fini (DIN) foram os mais rápidos, completando os 21 km do prólogo em 49min42. A segunda colocação foi de Henrique Avancini, vencedor em 2013, e Jiri Novak (CZE), campeão duas vezes, em 2014 e 2015 ao lado de Hans, em 50min08, e com os italianos Samuele Porro e Andrea Righettini em terceiro, em 50min18.

O top 5 foi completado por uma dupla de favoritos e uma surpresa. Na quarta colocação ficaram Michele Casagrande (ITA) e Fabian Rabensteiner (ITA), que é o atual campeão da open e sofreu uma impressionante queda na escadaria da Santa, e os brasileiros Mario Antonio Veríssimo e Kennedi Sampaio em quinto lugar, equipe que detém a camisa branca, de melhores atletas das Américas na abertura. Após saber da vitória e da posse da camisa amarela, Hans Becking fez sua avaliação do primeiro dia.

“Acredito que Fini e eu tivemos um dia realmente bom. Nossa tática foi fazer o máximo de força a todo momento. A temperatura estava alta (perto de 30 graus C) e foi a primeira vez que competimos em uma prova como dupla e pudemos sentir o entrosamento. Temos 95% da competição pela frente e muita coisa ainda vai acontecer”, contou Hans. “Estava quente e eu não estou acostumado com tanto calor. Ainda estou me acostumando com este tipo de evento, além de ser a primeira vez ao lado do Hans, já que não sou um ciclista de corridas de estágio”, avaliou Fini.

ans Becking venceu a Open. (Foto: Fabio Piva / Brasil Ride)

Também entre os favoritos ao título, Henrique Avancini fez seu balanço do primeiro dia ao lado do tcheco Jiri Novak. “O resultado foi bastante positivo. A dupla que venceu é muito rápida e provavelmente andará melhor nas etapas curtas. Acho difícil o Fini ter bom rendimento nas corridas mais longas. Entre os demais concorrentes, os italianos da Trek Selle San Marco mostraram bom desempenho e que têm duas duplas fortes, o que poderia ser um diferencial a favor deles. Foi positivo o dia e estou feliz pela maneira como andamos e por sair na frente de maratonistas, como o Luis Leão Pinto e Soren Nissen, por exemplo”, relatou Avancini.

O italiano Fabian Rabensteiner caiu na escadaria. (Foto: Fabio Piva / Brasil Ride

Após a queda do italiano Fabian Rabensteiner, a dupla número 2 da Trek Selle San Marco mostrou que pode brigar pelo título, com o terceiro lugar do dia. “Fomos bem e gostei de correr com meu novo companheiro, o Andrea, porque ele é realmente forte nessas provas de curta duração, como foi o prólogo. Não cometemos erros e fizemos nosso máximo o tempo todo. Na segunda etapa vamos correr junto com a primeira dupla da nossa equipe e isso será bom”, contou Samuele Porro. “Estou feliz com o resultado. Estive atrás do Samuele e ele fez um ótimo ritmo, sempre ditando o caminho certo. Nesta segunda-feira (16) teremos uma corrida longa e será curioso, porque nunca competi em uma distância tão longa. Estou até com medo”, brincou Andrea.

Margot e Raiza cruzam para vencer o Prólogo.(Foto: Marina Magalhães / Brasil Ride)

Ladies – Entre as mulheres, a diferença de tempo entre o top 3 mostrou que a dupla formada pela goiana Raiza Goulão, campeã em 2015, e a francesa Margot Moschetti, novata na Brasil Ride, é franca favorita ao título de 2017. As vencedoras do prólogo completaram o percurso em 59min38, contra 1h06min53 de Roberta Stopa e Mariana Marques. O terceiro lugar foi das alemãs Ivonne Kraft e Naima Diesner, em 1h10min19.

“Estou até feliz com o calor que fez hoje aqui, porque na Espanha durante o verão foi até mais quente do aqui. Feliz pela elevação técnica que foi o prólogo, mas bem diferente do que eu havia vivenciado em 2015, quando fui campeã. Foi incrível e acho que já deu para sentir o gostinho. A Margot foi bem e me surpreendeu. Ela é forte no plano e vai ditar o ritmo nas corridas longas”, disse Raiza. “A parceria vai ser boa, porque ela é bem compreensiva e está sempre sorridente e isso ajuda no clima entre nós”, completou.

“Foi legal. A Raiza é muito forte nas partes técnicas e uma ótima parceira. Foi muito legal correr em Arraial d’Ajuda, porque é um lugar lindo. O clima é mais difícil para mim, porque aqui está bem quente, mas é formidável ver o quanto o povo brasileiro é bacana e receptivo. Me sinto muito bem aqui”, contou Margot.

Reunião dos “Guarinis” no domingo cedo. (Foto: Fabio Piva / Brasil Ride)

Café dos Guarinis – Como é tradição, o dia de abertura da Brasil Ride começou com o café da manhã dos Guarinis logo cedo. Todos os atletas que completaram três ou mais edições foram convidados a participar da comemoração que desta vez ocorreu no Casarão Alto Mucugê, em Arraial D’Ajuda, um local com uma vista espetacular da praia do Mucugê e do Parracho.

Segunda etapa – Uma das duas etapas mais longas da Brasil Ride, o segundo dia terá 138 km de pedal e 2.199 metros de altimetria acumulada, ligando a Vila Brasil Ride em Arraial d’Ajuda e Guaratinga, cidade do acampamento para 800 pessoas, entre atletas e estafe. Os ciclistas trocarão a linda paisagem das praias da Costa do Descobrimento, para chegar nas montanhas do Extremo Sul da Bahia, região com visual deslumbrante. Pela segunda vez o evento passará pelo meio do Parque Nacional Pau Brasil (PNPB), em Porto Seguro, área histórica do País de preservação da árvore Pau-Brasil, uma das inovações da Brasil Ride no ano passado.

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