Brasil Ride

Brasil Ride terá sete campeões da open na disputa pelo título de 2017

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Wolfgang Olsen e Sherman Trezza. (Foto: Fabio Piva / Brasil Ride)

Os ciclistas da categoria open da Brasil Ride, que sonham com um título inédito da principal ultramaratona da MTB das Américas, podem ir à Costa do Descobrimento, no Sul da Bahia, com uma certeza: não será nada fácil conquistar a Yellow Jersey – camisa amarela de campeão geral – após o término das sete etapas de 2017. Pode-se afirmar isso levando em conta, principalmente, que sete dos dez vencedores da competição até o momento estarão em ação na prova entre Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, e Guaratinga, de 14 a 21 de outubro.

Entre as duplas campeãs da categoria open do evento, apenas a equipe que venceu os dois primeiros anos, em 2010 e 2011, não terá representantes na oitava edição da Brasil Ride, os bicampeões Robert Novotny e Kristian Hynec, ambos da República Tcheca. Daí em diante, sete dos demais ganhadores estarão na prova, com a coincidência de não haver nenhuma repetição das parcerias campeãs neste ano.

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Vencedores em 2012, Luis Leão Pinto e Tiago Ferreira voltam a competir a ultramaratona pelo segundo ano seguido no sul da Bahia. Enquanto Luis Leão fará dupla com o dinamarquês Soren Nissen, Tiago, que é o atual campeão europeu de Maratona (XCM) e vencedor do Campeonato Mundial de XCM 2016, terá ao seu lado o compatriota José Silva. “Há cerca de uma semana, Periklis Ilias (GRE) ficou doente e não poderá ir comigo. Assim, pela segunda vez seguida, sou obrigado a trocar de parceiro na última hora”, revela Tiago.

“No entanto, consegui encontrar um bom colega, um atleta com muita experiência neste tipo de provas. Com o José Silva repetirei a dupla da primeira vez que disputei a Brasil Ride, em 2011. E, por conta disso, será um momento especial. Muita coisa mudou desde então, mas tenho a certeza que ambos crescemos muito como atletas. Vamos fazer uma boa equipe e, seguramente, estar na luta por um lugar no top 5”, define o português, atual vice-campeão mundial de Maratona.

Os campeões de 2013, o fluminense Henrique Avancini e o mineiro Sherman Trezza, também estarão separados. Avancini fará uma dupla de campeões da open e favoritos ao título, ao lado do tcheco Jiri Novak, vencedor em 2014 e 2015. Já Sherman estará com seu parceiro de 2016, quando venceu a categoria american men, Wolfgang Olsen, também do interior do Rio de Janeiro, e conta sua expectativa para a oitava edição do evento.

“Esta será minha quinta participação na Brasil Ride, competição que respeito bastante pelos desafios que podem surgir durante os sete dias. Na última edição, a prova foi disputada no Sul da Bahia e não mais na região da Chapada. Por isso, acredito que está exigindo um pouco mais do físico, com quatro etapas pesadas na sequência, da 2 até a 5, com altimetrias elevadas. Com certeza na Chapada também era muito dura, mas com as trilhas locais mais técnicas, o que ajudava os atletas que pilotam bem. Para esse ano, entro sem metas audaciosas. Sei que estará com um nível alto, então pretendo correr de uma forma inteligente, respeitando o limite da minha dupla”, destaca Sherman.

Quem esteve ao lado de Jiri Novak na última dupla a conquistar um bicampeonato na open (2014/2015) foi o holandês Hans Becking, que também terá um companheiro de alto nível, o dinamarquês Sebastian Fini. “Espero bastante luta e corridas rápidas. Meu companheiro, o Fini, é jovem e disputará pela primeira vez a competição. Assim, considero que nossa dupla não é favorita ao título, mas ao mesmo tempo tem um aspecto positivo que é a explosão. Assim, acho possível brigar pelas vitórias nas etapas mais curtas”, almeja Hans. “A maior expectativa no momento é de chegar logo ao calor brasileiro e também de poder ir à praia”, brinca o holandês.

Por fim, o sétimo campeão em atividade na Brasil Ride e defensor do status de atual dono da Yellow Jersey, é o italiano Fabian Rabensteiner. Para tentar manter o troféu com a equipe Trek Selle San Marco, Fabian terá a companhia de Samuelle Porro (ITA), que competiu toda a ultramaratona em 2016, mas não teve seus tempos somados até o fim devido a uma lesão de seu parceiro naquela ocasião, o também italiano Damiano Ferraro. “Tentamos nos preparar bem, mas será uma corrida difícil no final da temporada. Samuele e eu vamos para dar o nosso melhor e depois, a cada etapa, ver o que acontece”, conta Fabian.

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