Brasil

Gideoni Monteiro faz boa participação no ciclismo de Pista da Rio 2016

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Gideoni Monteiro trouxe o Brasil ao ciclismo de pista dos Jogos olímpicos após 24 anos de ausência do país. (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

Gideoni Monteiro trouxe o Brasil ao ciclismo de pista dos Jogos olímpicos após 24 anos de ausência do país. (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

Após 24 anos, o ciclismo brasileiro de pista celebrou o retorno aos Jogos Olímpicos na Rio 2016. Nesta segunda-feira (15), Gideoni Monteiro, único representante do país na competição, não apenas se emocionou com o calor da torcida local que esteve presente no velódromo olímpico na Barra da Tijuca, como vibrou bastante com o 13º lugar na disputa da Omnium, prova mais complexa do cronograma da modalidade. O ouro foi para o italiano Elia Viviani, seguido pelo britânico Mark Cavendish, que ficou com a prata, e pelo dinamarquês Lasse Norman Hassen, bronze.

A omnium exige muita versatilidade e resistência dos ciclistas, que encaram seis provas divididas em dois dias de competição. Assim como no domingo, a disputa do segundo dia de provas foi duríssima, marcada por um equilíbrio muito grande entre os competidores e sendo definida apenas na última etapa, na prova por pontos.

Na prova de 1 km contrarrelógio, Gideoni pedalou forte diante de grandes nomes da modalidade, mas a experiência dos estrangeiros prevaleceu e o brasileiro acabou cruzando na 16ª posição. O atleta subiu uma posição na flying lap (volta lançada), saindo da pista como 15º colocado. Na corrida por pontos, o cearense surpreendeu e ficou no Top10 da disputa, encerrando a prova em 9º lugar. Na somatória final, Gideoni com 90 pontos, terminando na 13ª colocação geral.

Largada com apoio do técnico Emerson Silva. (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

Largada com apoio do técnico Emerson Silva. (Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB)

“Jogos Olímpicos é uma atmosfera completamente diferente. O nível é superior ao de qualquer outra competição, podemos confirmar com as diversas quebras de recordes. Mas entramos e saímos de cabeça erguida. Sabíamos das dificuldades e trabalhamos para tentar contorná-las da melhor maneira. Encerro a minha participação feliz por ter representado o meu país e principalmente por poder levar a imagem do ciclismo de pista brasileiro para milhões de pessoas. Agradeço imensamente o apoio e incentivo que recebi do público durante todos esses dias”, contou o brasileiro de 25 anos.

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Projeto CBC
A última participação de um brasileiro nos Jogos Olímpicos havia sido em Barcelona/1992, com Fernando Louro. Mas, após disputar uma verdadeira maratona de competições internacionais, incluindo Copas do Mundo e Mundiais, Gideoni Monteiro conseguiu quebrar o jejum e classificar o país para a Rio 2016.

Mesmo competindo há apenas 2 anos na Omnium, Gideoni surpreendeu com uma performance de alto nível e graças ao Projeto Intercâmbio, promovido pela CBC, o brasileiro partiu para a Europa no fim de 2014 e passou a desenvolver suas habilidades no Centro de Treinamento da UCI em Aigle, na Suíça.

O atleta não apenas foi supervisionado por alguns dos melhores profissionais do ciclismo mundial, como pode trocar experiências com atletas de alto nível, além de disputar um extenso calendário de competições, lado a lado com os principais adversários do país nos Jogos.

“Essa vivência foi muito importante para conseguirmos a classificação e fazer uma preparação adequada para a Rio2016. Agradeço imensamente a CBC pela confiança e apoio ao me incluir nesse brilhante projeto. Com certeza, tivemos um grande aprendizado neste último ciclo olímpico, os resultados obtidos mostram que estamos no caminho certo. Espero que a caminhada rumo à Tóquio 2020 seja ainda mais próspera e o ciclismo de pista brasileiro consiga mais uma vez estar representado da melhor maneira”, ressaltou Gideoni.

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